Com a chegada do mês de Setembro aproxima-se também uma das alturas mais "atribuladas" para muitos jovens: a entrada ou não na universidade. Sei que as escolhas já foram feitas e agora resta apenas esperar pelos resultados. Este artigo foi escrito depois de ter relatado a minha experiência na faculdade para a Raquel que partilhou no seu blog .
Hoje quero partilhar a minha experiência (muito resumida e apenas sobre algumas decisões) para que quem esteja neste caminho tenha algumas ideias.
Desde cedo percebi que queria tirar um curso superior, e desde sempre queria ser Jornalista.
Contudo, achava que tirar “Jornalismo” me iria limitar a
nível profissional por isso, sempre pensei em Ciências da Comunicação ou
Comunicação Social e depois especificar com um mestrado.
O meu sonho sempre foi tirar Comunicação Social na ESEC
(Escola Superior de Educação de Coimbra), sonho este que acabou por ser "destruído" por não ter conseguido entrar em nenhuma 3 das fases.
Quando terminei o 12º ano eu tinha duas certezas: queria ir
para a universidade/faculdade e não queria que fosse no Porto.
Candidatei-me a
6 universidades espalhadas pelo país e acabei por entrar na ESTA (Escola
Superior Tecnologias de Abrantes) que pertence ao Politécnico de Tomar no curso
de Comunicação Social.
Quando fiz a minha candidatura, como é obvio, Coimbra estava
em primeiro lugar, mas como a média era alta e eu tinha medo de não conseguir
optei por escolher como 2ª opção uma que sabia que entrava.
Entrei numa faculdade pouco conhecida mas que me mostrou
muito. Estive 2 meses lá, eram 315kms (para cada lado) que me separavam da
terra natal e eu não podia estar mais feliz. Conheci pessoas incríveis, tive
noção do que é o espírito de integração e união para quem está longe de casa.
Chorei, ri, aprendi e fui feliz. Mas o que é bom acaba depressa.
Ao fim de 1
mês percebi que estar numa universidade pública longe e estar numa privada
perto de casa os valores ficam muitos próximos.
Com isto os meus pais decidiram
mudar-me para a Universidade Lusófona do Porto onde tirei Ciências da
Comunicação e da Cultura na vertente de Marketing, Publicidade e Relações
Publicas. Uma universidade privada no Porto. Pelas contas, ficaria mais barato
estar cá do que em Abrantes.
Mas não queria ser jornalista? – Perguntam vocês. Sim,
queria e quero. Mas no mercado de trabalho atual é mesmo difícil então optei
por outro caminho que também me fascina.
Comecei em 2012 e terminei em 2015 o meu curso e olhando para trás sei que ficaram muitas coisas por fazer e dizer durante o meu percurso académico. Não me arrependo minimamente da minha escolha e hoje trabalho na minha área e conto já com 2 anos de experiência com Marketer.
Não foi fácil, a universidade é algo dispendioso. É
propinas, livros, fotocópias, passes, casa (para quem está longe) , alimentação
e claro o dinheiro para “sobreviver” ao dia-a-dia. Mas existem ajudas como a bolsa
da DGES, Bolsas de mérito e também a associações. Basta fazerem uma pesquisa
na internet. Também podem arranjar um part-time (como eu fiz) e sempre ajuda
com as contas.
Eu aconselho todos que tenham oportunidade para irem! Aprendemos
muito e não é só em aulas. Se querem ir,
não desistam!
Deixo aqui também algumas dicas para quem quer começar agora
esta jornada incrível:
- Preparem a carteira, não fica barato. Mas não desistam. Acreditem em mim, é possível acabar o curso!
- Escolham um curso que gostem. Imaginem o vosso futuro a trabalhar na área e pensem se iriam estar bem com as funções.
- Se forem para longe não se isolem. Deixem a timidez de lado e conheçam novas pessoas.
- Existe tempo para tudo: estudo e diversão.
- A praxe é uma excelente forma de integração, mas sempre com noção dos limites.
- Procurem universidades conceituadas e façam uma pesquisa pelo plano curricular.
- Falem com pessoas que já andaram ou andam na universidade

